O mundo dos negócios está passando por uma transição acelerada do analógico para o digital. Até aí, nada de novo. No entanto, o impacto dessa troca transcende o aspecto tecnológico e culmina em uma mudança de mentalidade de gestão. Ou seja, as empresas estão assimilando e incorporando as possibilidades que o planeta 100% conectado tem a oferecer. As Plataformas Exponenciais são o retrato desse processo.
Google, Uber e Airbnb, que estão entre as companhias mais valiosas do planeta, estão dentro do conceito de plataforma exponencial, que é uma maneira de tratar os negócios como uma rede que se retroalimenta de modo rápido e eficaz, permitindo que a própria empresa escale oportunidades de mercado dentro e fora de si mesma, além dos produtos que oferecem ao criarem conteúdo, serviços ou até mesmo gerando outras modalidades de produtos.
Para se ter uma ideia da transformação que o mercado vem passando, conforme pesquisa divulgada em junho de 2017 pela UPS Pulse of the Online Shopper, 43% dos consumidores vêm buscando e comprando pela internet. O tema é tão crucial para o comportamento de consumo que foi tema da 9º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios.
Cultura Exponencial
Para o evento, realizado nos dias 2 e 3 de outubro em São Paulo, uma pesquisa foi feita ao entrevistar cerca de 200 diretores e empresários do ramo de serviços, alimentação, moda, beleza, saúde, entre outras. De acordo com o estudo "Cultura de Crescimento Exponencial", entre as empresas que responderam ao questionário, 33% integra dois ou três canais diferentes dentro das operações para alavancar não só as vendas, mas para aprimorar a gestão interna. 25% se vale de quatro a cinco canais e 18%, de 6 a 7.
"Se avaliarmos as empresas entrevistadas, de 0 a 100, a média do fator exponencial está em 56, o que mostra ousadia para quebrar paradigmas do mercado para adaptar os negócios para o futuro", afirmou Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo Bittencourt, idealizador do evento. Para a diretora, a conversão pela qual passa o mercado acarreta em iniciativas mais baratas, menos hierarquizadas, mais ágeis e completamente informatizadas.
TOP 25
Durante o evento, 25 empresas mais próximas ou já praticantes do conceito exponencial foram premiadas. Para citar alguns exemplos, entre elas estavam Arezzo, Bob’s, AlphaGraphics, Cacau Show, CNA, Habib’s, Havaianas, Óticas Carol, RiHappy e McDonald’s. O vice presidente de desenvolvimento do McDonald’s, Dorival Oliveira, disse em palestra que sem tecnologia hoje não se conversa com o cliente e apresentou modificações significativas dentro de uma das maiores e mais famosas franquias do mundo em função da digitalização.
"Por meio de pesquisas, ouvimos o cliente e mudamos nosso sistema de produção para um serviço personalizado com ambiente mais natural, sem dar prioridade para a rapidez em nome do relacionamento entre funcionário e cliente. Estamos passando por uma troca de cultura", avaliou Oliveira ao dar demonstrações de uma expansão online em concordância com a parte física ao longo do painel que apresentou.
Essa quebra da barreira entre virtual e físico por meio de uma colaboração entre processos mapeados e integrados é uma cultura/tendência global conhecida como omnichannel, que assume que o cliente está conectado a todo momento e precisa do apoio online e físico para ser atendido com mais qualidade. O avanço dos métodos é tão rápido que o sócio-presidente da AlphaGraphics, Rodrigo Abreu, revelou que "30% da receita da empresa é fruto de tecnologias que não existiam há cinco anos e, em 10 anos, serão 50%".
OMNI
O Destak aproveitou a ocasião para entrevistar Marcos Gouvêa, fundador do Grupo GS & Gouvêa Souza, membro do Instituto de Desenvolvimento do Varejo e membro do Ebeltoft Group, especializado em consultoria de varejo. Gouvêa apresentou um painel sobre contextualização do mundo em plataforma.
- Como o senhor definiria o contexto de Plataformas Exponenciais?
É um modelo de organização empresarial fundamentalmente derivado da transformação tecnológica recente. Este modelo integra das mais diferentes formas consumidor, parceiros e investidores. Todos unidos para produzir serviços, produtos e para atender as demandas emergentes de mercado. É uma profunda vinculação tecnológica ao mercado que torna as plataformas grandes, dominantes e expressivas nos setores que atuam.
- Isso já afeta a economia brasileira?
O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo e, portanto, inserido nesse contexto global de "desfronteirização" porque as barreiras físicas são substituídas por pontes digitais. Elas conectam o produto, a marca, o mercado e principalmente os consumidores no mundo inteiro.
- O que há de mais importante nesse contexto para quem possui um negócio?
É preciso perceber a realidade. As plataformas se espalham pelo mercado e o transformam em algo exponencialmente mais competitivo e integrado. E o principal é a transferência de poder das grandes indústrias e marcas para o omni-consumidor. Nos próximos 5 anos, creio que a estimativa é a de que os consumidores terão de 30 a 40 bilhões de devices [aparelhos tecnológicos] e isso confere outro nível de informação e conexão dentro do mercado. Isso cria um novo contexto e conviver nele quer dizer compartilhar, buscar novos modelos de gestão, organização e remuneração.
- Omni no sentido de inteiramente, totalmente conectado?
Sim. Tudo gravita muito em torno da tecnologia, mas o crescente poder e relevância do omni-consumidor é crucial porque hoje um consumidor ouve o que o outro tem a dizer. Basta observar as eleições atuais: não necessariamente os candidatos que têm maior tempo de televisão possuem mais intenção de voto e o motivo é a própria migração da comunicação, que agora é em rede e permite a transmissão de ideias a ponto de se influenciarem. Isso também acontece no mercado de consumo.
Multicoisas vai abrir cerca de 25 lojas em 2018
Rei do Mate inaugura nova unidade no RJ
Levantamento indica ganhos em receita de empresas franqueadas
Amazon amplia oferta de produtos no Brasil
// Digitalização
9ª edição do evento analisa uma das maiores tendências do mercado influenciada pela revolução tecnológica
O mundo dos negócios está passando por uma transição acelerada do analógico para o digital. Até aí, nada de novo. No entanto, o impacto dessa troca transcende o aspecto tecnológico e culmina em uma mudança de mentalidade de gestão. Ou seja, as empresas estão assimilando e incorporando as possibilidades que o planeta 100% conectado tem a oferecer. As Plataformas Exponenciais são o retrato desse processo.
Google, Uber e Airbnb, que estão entre as companhias mais valiosas do planeta, estão dentro do conceito de plataforma exponencial, que é uma maneira de tratar os negócios como uma rede que se retroalimenta de modo rápido e eficaz, permitindo que a própria empresa escale oportunidades de mercado dentro e fora de si mesma, além dos produtos que oferecem ao criarem conteúdo, serviços ou até mesmo gerando outras modalidades de produtos.
Para se ter uma ideia da transformação que o mercado vem passando, conforme pesquisa divulgada em junho de 2017 pela UPS Pulse of the Online Shopper, 43% dos consumidores vêm buscando e comprando pela internet. O tema é tão crucial para o comportamento de consumo que foi tema da 9º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios.
Cultura Exponencial
Para o evento, realizado nos dias 2 e 3 de outubro em São Paulo, uma pesquisa foi feita ao entrevistar cerca de 200 diretores e empresários do ramo de serviços, alimentação, moda, beleza, saúde, entre outras. De acordo com o estudo "Cultura de Crescimento Exponencial", entre as empresas que responderam ao questionário, 33% integra dois ou três canais diferentes dentro das operações para alavancar não só as vendas, mas para aprimorar a gestão interna. 25% se vale de quatro a cinco canais e 18%, de 6 a 7.
"Se avaliarmos as empresas entrevistadas, de 0 a 100, a média do fator exponencial está em 56, o que mostra ousadia para quebrar paradigmas do mercado para adaptar os negócios para o futuro", afirmou Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo Bittencourt, idealizador do evento. Para a diretora, a conversão pela qual passa o mercado acarreta em iniciativas mais baratas, menos hierarquizadas, mais ágeis e completamente informatizadas.
TOP 25
Durante o evento, 25 empresas mais próximas ou já praticantes do conceito exponencial foram premiadas. Para citar alguns exemplos, entre elas estavam Arezzo, Bob’s, AlphaGraphics, Cacau Show, CNA, Habib’s, Havaianas, Óticas Carol, RiHappy e McDonald’s. O vice presidente de desenvolvimento do McDonald’s, Dorival Oliveira, disse em palestra que sem tecnologia hoje não se conversa com o cliente e apresentou modificações significativas dentro de uma das maiores e mais famosas franquias do mundo em função da digitalização.
"Por meio de pesquisas, ouvimos o cliente e mudamos nosso sistema de produção para um serviço personalizado com ambiente mais natural, sem dar prioridade para a rapidez em nome do relacionamento entre funcionário e cliente. Estamos passando por uma troca de cultura", avaliou Oliveira ao dar demonstrações de uma expansão online em concordância com a parte física ao longo do painel que apresentou.
Essa quebra da barreira entre virtual e físico por meio de uma colaboração entre processos mapeados e integrados é uma cultura/tendência global conhecida como omnichannel, que assume que o cliente está conectado a todo momento e precisa do apoio online e físico para ser atendido com mais qualidade. O avanço dos métodos é tão rápido que o sócio-presidente da AlphaGraphics, Rodrigo Abreu, revelou que "30% da receita da empresa é fruto de tecnologias que não existiam há cinco anos e, em 10 anos, serão 50%".
OMNI
O Destak aproveitou a ocasião para entrevistar Marcos Gouvêa, fundador do Grupo GS & Gouvêa Souza, membro do Instituto de Desenvolvimento do Varejo e membro do Ebeltoft Group, especializado em consultoria de varejo. Gouvêa apresentou um painel sobre contextualização do mundo em plataforma.
- Como o senhor definiria o contexto de Plataformas Exponenciais?
É um modelo de organização empresarial fundamentalmente derivado da transformação tecnológica recente. Este modelo integra das mais diferentes formas consumidor, parceiros e investidores. Todos unidos para produzir serviços, produtos e para atender as demandas emergentes de mercado. É uma profunda vinculação tecnológica ao mercado que torna as plataformas grandes, dominantes e expressivas nos setores que atuam.
- Isso já afeta a economia brasileira?
O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo e, portanto, inserido nesse contexto global de "desfronteirização" porque as barreiras físicas são substituídas por pontes digitais. Elas conectam o produto, a marca, o mercado e principalmente os consumidores no mundo inteiro.
- O que há de mais importante nesse contexto para quem possui um negócio?
É preciso perceber a realidade. As plataformas se espalham pelo mercado e o transformam em algo exponencialmente mais competitivo e integrado. E o principal é a transferência de poder das grandes indústrias e marcas para o omni-consumidor. Nos próximos 5 anos, creio que a estimativa é a de que os consumidores terão de 30 a 40 bilhões de devices [aparelhos tecnológicos] e isso confere outro nível de informação e conexão dentro do mercado. Isso cria um novo contexto e conviver nele quer dizer compartilhar, buscar novos modelos de gestão, organização e remuneração.
- Omni no sentido de inteiramente, totalmente conectado?
Sim. Tudo gravita muito em torno da tecnologia, mas o crescente poder e relevância do omni-consumidor é crucial porque hoje um consumidor ouve o que o outro tem a dizer. Basta observar as eleições atuais: não necessariamente os candidatos que têm maior tempo de televisão possuem mais intenção de voto e o motivo é a própria migração da comunicação, que agora é em rede e permite a transmissão de ideias a ponto de se influenciarem. Isso também acontece no mercado de consumo.
© Copyright DESTAK
Todos os direitos reservados.
DESTAK EDITORA S.A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização expressa. Copyright – Termos de uso.