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Mercado de saúde encolheu em setembro

19.11.2019 07:18 por Redação
Uso de planos diminuiu, mas não o de serviços de saúde, o que é mau sinal segundo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
Foto: Arquivo Agência Brasil

Em setembro passado, 51,2 mil pessoas passaram a contar com um plano de saúde médico hospitalar - o 3° maior desejo do brasileiro, de acordo com pesquisa do Ibope Inteligência. Apesar do crescimento em relação a agosto, o total de beneficiários no país diminuiu 0,2% na comparação com setembro de 2018.

Isso representa 106,4 mil vínculos rompidos de acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários, publicada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). No total, o setor soma 47,1 milhões de beneficiários.

Segundo o superintendente executivo do IESS, José Cechin, a retração de 0,2% no total de beneficiários no Brasil é um sintoma da falta de ritmo no processo de recuperação da economia nacional.

"Enquanto o país não iniciar um processo consistente de crescimento, especialmente com a geração de postos de trabalhos formais nos grandes centros urbanos, o mercado de saúde suplementar vai continuar apresentando resultados incipientes, sem variações expressivas nem para cima nem para baixo", conclui.

O executivo ainda destaca que a aparente estabilidade não é boa para o setor. Especialmente porque a utilização dos serviços de saúde está avançando, ainda que o total de beneficiários não esteja.

"Estamos vendo um envelhecimento da população e o aumento do uso de serviços de saúde. Um movimento que poderia ser positivo, caso o comportamento fosse motivado por programas de promoção da saúde. Infelizmente, ainda precisamos romper uma barreira cultural e colocar o paciente no centro do tratamento, ao invés da doença", alerta.

Cenário nacional

A Nota de Acompanhamento de Beneficiários destaca que a busca pelos planos tem variado bastante de um Estado para outro. Nos 12 meses encerrados em setembro, São Paulo liderou a redução de contratos, enquanto Minas Gerais é o Estado com o maior número de novos planos.

Por regiões, o Sul foi o que mais perdeu beneficiários: 86,4 mil contratos foram desfeitos no período analisado. A única região que teve alta no total de vínculos foi a Centro-Oeste. O aumento de 30,5 mil contratos foi puxado por Goiás, com 27,1 mil.

 

 


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