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Saúde

SP estima que em 4 meses mais de 460 mil pessoas devem ter coronavírus

Governo de São Paulo anunciou rede de enfrentamento com sete medidas contra a doença, entre elas a destinação de 1 mil novos leitos de UTI

13.03.20 3:49 Modificado em: 12.03.20 18:53

Até fim do mês, Governo vai lançar aplicativo para monitorar pacientes (Willian Moreira/Futura Press/Folhapress)

Até fim do mês, Governo vai lançar aplicativo para monitorar pacientes (Willian Moreira/Futura Press/Folhapress)

O Governo de São Paulo estima que cerca de 460 mil pessoas sejam contaminadas pelo coronavírus nos próximos quatro meses, o número representa apenas 1% de toda a população. Atualmente, o Estado está com mais de 40 casos confirmados para a doença. 
Para conter o avanço da doença e evitar consequências mais graves, o governador João Doria (PSDB) anunciou ontem a ampliação das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus em todas as regiões do estado de São Paulo. A principal delas é a reserva de mil novos leitos de UTI para o atendimento a casos do Covid-19. 
“Como ainda não há vacina contra o novo coronavírus, precisamos fortalecer a rede para garantir atendimento adequado aos casos mais graves nos períodos de picos de transmissão, evitando mortes”, disse o Coordenador do Centro de Contigência do coronavírus em São Paulo, o médico infectologista David Uip.
Doria disse que não há razão para pânico e reforçou a importância da campanha de comunicação e prevenção para evitar o alastramento da doença. De acordo com Uip, no momento, a prioridade é garantir atendimento a pessoas mais suscetíveis ao quadro grave do coronavírus: pessoas com idade a partir de 60 anos, portadores de doenças crônicas graves e imunodeprimidos, como pacientes que passam por quimioterapia.
O governador negou a necessidade imediata de medidas mais drásticas, como a suspensão de atividades em repartições públicas e escolas. Todos os eventos culturais, esportivos e religiosos que reúnem grande público estão mantidos tanto na capital como nas demais regiões do Estado. “Não é razoável paralisar, de maneira precipitada, um Estado com quase 46 milhões de habitantes”, declarou Doria.
Mesmo assim, já são estudados no Estado o adiamento, por exemplo, do festival internacional Lolapalooza. Além disso, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou ontem a suspensão de todas as atividades por conta da pandemia do novo coronavírus. 
A nota emitida pela reitoria afirma que a medida vale de 13 a 29 de março e inclui os campi de Campinas, Piracicaba e Limeira, todos no interior do Estado. Nenhum dos campi registraram casos da doença.
A ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), na Capital, suspendeu todos os eventos com mais de 50 pessoas. A Faculdade Belas Artes suspendeu as aulas. Já o Colégio Vera Cruz  suspendeu as aulas de duas turmas até a sexta-feira porque o pai de dois alunos contraiu coronavírus.
Na PUC-SP dois alunos tiveram diagnóstico confirmado de coronavírus, mas as aulas não foram suspensas. No departamento de Geografia no campus Butantã da USP (Universidade de São Paulo), na Zona Oeste de São Paulo, as aulas foram interrompidas ontem. A decisão foi tomada após um estudante da instituição ter recebido diagnóstico positivo para coronavírus. 
Protocolo de assistência
Na terça (17), o Centro de Contingência criado pelo Governo de São Paulo, vai reunir diretores regionais de Saúde e de 100 hospitais da rede estadual para indicar os protocolos clínicos de atendimento a casos suspeitos ou confirmados. A meta é uniformizar os serviços e definir critérios para internação de pacientes com coronavírus nos leitos de UTI, inclusive na rede privada.
Monitoramento digital
Até o final de março, o Governo de São Paulo deve lançar um aplicativo para monitoramento digital de pacientes suspeitos ou confirmados com recomendação em isolamento domiciliar. O serviço será complementado por Telemedicina para avaliação por médicos nos casos necessários.
O objetivo é dar suporte especializado para quem deve permanecer em casa, evitando deslocamentos desnecessários a serviços de saúde e, consequentemente, a propagação do vírus. O serviço vai garantir o sigilo e a segurança do paciente, com encaminhamento adequado dos casos agravados.

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