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// Rio de Janeiro
Witzel cancelou a concessão do estádio e anunciou uma intervenção no espaço
Nesta segunda-feira (18), o governador Wilson Witzel anunciou o cancelamento da concessão do estádio do Maracanã e uma intervenção de pelo menos um mês no espaço. A ideia é fazer uma PPP (parceria público-privada) para administrar o complexo esportivo e revitalizar o entorno.
De acordo com o Governo, a concessionária do estádio devem R$ 38 milhões ao Estado. As empresas responsáveis pela gestão do Maracanã não pagam as parcelas de outorga desde 2016 e não renovaram a garantia contratual nos últimos três anos. Outro motivo para o cancelamento da concessão foram "falhas na administração e o descaso com a manutenção e conservação do equipamento esportivo".
Em nota, o consórcio se disse "surpreendido". "A empresa não teve acesso a nenhum ato oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro e se manifestará oportunamente", escreveu.
A decisão passa a valer em 30 dias contados a partir desta segunda (18). O governo Estado vai passar a tomar conta do estádio e permanece aberto para conversar com os clubes.
Durante os próximos 30 dias, uma comissão consultiva formada por técnicos das secretarias de Esporte, Lazer e Juventude e Casa Civil e Governança, além da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), será responsável peal gestão do Maracanã.
"Esta comissão permitirá a retomada definitiva sem qualquer prejuízo na realização das competições. Estaremos desenvolvendo o modelo de permissão de uso até que façamos, então, uma nova concessão que incluirá projeto para revitalizar todo o entorno", afirmou Witzel.
Em relação à gestão futura do estádio, Felipe Bornier, secretário de Esporte, Lazer e Juventude, disse que o estado vai gerir o estádio junto com o clubes e que também irá procurar empresas interessadas em participar do processo.
"O Maracanã tem renda. Vai ser administrado pelo estado em parceria com os clubes. Não vejo dificuldades. A maior dificuldade que vamos ter é de modelar a PPP. Vamos ouvir a sociedade, clubes e a Ferj [Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro] e empresas interessadas nesta permissão de uso. O Maracanã é do estado do Rio de Janeiro, um patrimônio mundial, que precisamos resgatar", explicou o secretário.
Clubes apoiam rompimento
O Flamengo também se pronunciou sobre a decisão e parabenizou o governador Wilson Witzel pelo cancelamnto da concessão do estádio. O clube espera que "a nova licitação corrija um dos grandes problemas do edital passado, contemplando agora a possibilidade dos clubes do Rio de Janeiro participarem da administração". Em entrevista ao Destak, durante o processo eleitoral, o presidente Rodolfo Landim afirmou que já havia conversado com o governador sobre a possibilidade do Fla participar da gestão do estádio.
"Temos um contrato em vigor com o Maracanã, que precisamos cumprir, de preferência tentando melhorá-lo. A outra possibilidade é gerirmos o Maracanã, não sermos apenas o artista que vai lá atuar. Isso passa por uma conversa com o novo governador do Estado. Já estive com ele e senti uma receptividade muito boa", disse Landim.
Também em nota oficial, o Fluminense "avaliou como positiva a decisão do Governo do Estado do Rio de Janeiro e espera que, a partir de agora, os clubes passem a ter participação mais ativa na concessão e administração do estádio".
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