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// Política
O presidente se referiu à população brasileira como um povo "cristão" e "conservador"
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) discursou na noite desta segunda-feira (18) na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, um dia após desembarcar em Washington. Após o pronunciamento de ministros, ele destacou críticas ao posicionamento esquerdista e afirmou que há muito em comum com os norte-americanos.
"A grande transformação no Brasil, vem pelas mãos e Deus. Primeiro por eu estar vivo após um atentado não elucidado e depois em decorrência das eleições. O povo brasileiro, muito parecido com o povo americano, um povo conservador, temente a Deus e portanto, cristão, e que não aceitava mais, lá - como diferente daqui, nesse aspecto - o crescimento da esquerda e o exemplo negativo da Venezuela", disse Bolsonaro logo no início do discurso.
O presidente seguiu pontuando as semelhanças, afirmando que assim como o presidente dos EUA, Donald Trump, ele também foi alvo de fake news durante as eleições. Bolsonaro afirmou que houve uma perseguição da esquerda.
"Confesso que conheci o senhor Donald Trump por ocasião das prévias [das eleições nos EUA] e quando ele então começou a sofrer ataques da mídia, fake news, há dois anos antes eu já comecei a sofrer o mesmo no Brasil, porque a esquerda, lá atrás, enxergou a potencialidade nossa", disse, Bolsonaro.
PT
O presidente citou os governos anteriores e disparou críticas. Bolsonaro definiu seu governo como de "centro-direta".
"A guinada da esquerda para a centro-direita fez a diferença no Brasil. O povo brasileiro cansou-se da velha política. Cansou-se daquela velha política do 'toma lá da cá', das negociações e do péssimo exemplo dos governos do PT, materializado nas pessoas de Lula e Dilma Rousseff. Governos que antes de tudo eram antiamericanos", afirmou.
Boslonaro defendeu que a sua eleição representa uma mudança na relação com os norte-americanos e que busca além de "laços de amizade" parcerias em diversos setores.
Parcerias
Bolsonaro citou o acordo sobre o uso da base de Alcântara, no Maranhão e parabenizou os ministros envolvidos. O presidente sinalizou expectativas para o comércio entre os países.
Antes de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também havia se pronunciado. Ele defendeu acordos que beneficiem ambos os países.
"O presidente ama a América, e eu também, mas tenho dito a ele: 'Vamos negociar com quem nos beneficia. É assim que eles fazem também.'", disse. "Mas nós vamos aumentar [o comércio] com os Estados Unidos", afirmou.
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