Diversão & Arte
perfil - gabriel simas
O garoto por trás dos palcos
Publicado em 17/12/2008 - 0 comentários
Que pai levaria a sério um garoto de 16 anos que diz que vai trabalhar com shows internacionais em São Paulo? A carreira precoce do produtor musical Gabriel Simas começou assim, vista por todo mundo como uma armação de adolescente: "Meu pai achou que era mentira, minha avó, que [eu] estava envolvido com drogas", lembra o carioca. Hoje, com 20 anos e turnês do New Found Glory, The Calling e do Iron Maiden (só em Curitiba) no currículo, ele demorou para convencer a família e os amigos sobre o motivo da mudança.
E nem ele sabia direito o que o esperava quando aceitou o convite de uma amiga para um estágio na ARM Production. Mal tinha começado o curso de produção cultural da UFF e se viu envolvido em produções como Creedence Cleawater, responsável por marcar vôos e conseguir vistos de trabalho para os músicos. Além, é claro, de rodar o mundo e sair para a balada com os caras das bandas prediletas. O show do The Calling que produziu neste ano é um bom resumo do que é a carreira: "Quando eu tinha 15 anos, fugi de casa para ver os caras. Este ano, vi 10 shows deles".
Idolatrado pelos adolescentes, Gabriel usa seu blog para lançar apostas, mesmo quando não é ele o produtor. Para 2009, Green Day, Pearl Jam e AC/DC são alguns palpites. l
carioca comanda nova geração de produtoresGabriel Simas está à frente de toda uma geração de novos produtores de shows, gente jovem que entra no mercado para fazer a agenda de concertos de música pop crescer e, claro, ganhar dinheiro. Como ele, o paulista Anderson Hayashi, de 30 anos, conhecido no mercado como "Buda", e dono da empresa que leva seu apelido, há um ano mostra serviço como responsável pela vinda de grupos gringos de rock ao país. Com os sócios Amadeu Trindade, 26, Rafael Guedes, 21, e o argentino - residente em São Paulo - Juan Corral, 23, trouxe ao Brasil, só nos últimos meses, Millencolin, Carcass e The Toasters.
Hayashi começou trabalhando em um estúdio com bandas nacionais. Depois, passou a armar shows para grupos como NX Zero. "Daí resolvi trazer bandas de fora porque as nacionais ficavam tocando aqui toda hora. O internacional não vem muito, então você trabalha mais qualidade e menos quantidade", fala o produtor.
Com 16 anos, Gabriel Simas já produzia shows internacionais e trouxe bandas como The Calling
RONY MALTZ/DESTAK
(nathalia lavigne)
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