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Brasília

Transporte
Falta de pistas ameaça ciclistas de Brasília
Publicado em 09/06/2010 - 1 comentário
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Menos de 6% das vias do DF têm espaço adequado para adeptos das pedaladas. GDF promete entregar 170 km de ciclovias até fim do ano

Obrigados a lidar com interrupções frequentes das faixas e falta de educação dos motoristas de automóveis, os ciclistas de Brasília enfrentam dificuldades e perigos constantes para não abandonar o saudável hábito das pedaladas em uma cidade famosa pela suposta necessidade de se locomover motorizado.

De acordo com dados do Detran-DF, 11,4% dos acidentes de trânsito nos últimos anos envolveram ciclistas. Segundo usuários, especialistas e até mesmo autoridades, o que melhor explica o percentual elevado é a falta de infraestrutura viária adequada. As ciclovias e ciclofaixas, espaços reservados para o tráfego dos ciclistas, ainda são raridade no DF. No total, a região tem, segundo o Departamento de Estradas e Rodagem, 723 km de pistas locais. Destes, apenas 42 km, o equivalente a 5,8%, são acompanhados de ciclovias.

Para solucionar o problema, o Governo do Distrito Federal criou, em 2007, o Pedala-DF, uma iniciativa levada adiante em parceria com o DER cujo objetivo era justamente estimular o uso de bicicletas por parte da população a partir da construção de novas ciclovias. A meta inicial envolvia a implantação de 600 km das pistas especiais em 2010, mas já foi abandonada. Hoje, o governo promete entregar, até o fim do ano, pelo menos mais 170 km de ciclovias cujas obras, diz, estão em andamento.

"Com a crise mundial em 2008 houve um corte nos recursos de todos os projetos do GDF e tivemos que diminuir. Ainda assim, é um número respeitável. Teremos a maior malha cicloviária do Brasil", orgulha-se Leonardo Firme, gerente do Pedala-DF.

A extensão da malha cicloviária de acordo com o planejamento atual do governo de fato colocaria Brasília a frente do Rio de Janeiro, cidade referência brasileira no assunto, em termos de quilômetragem.

Segundo o presidente da ONG Rodas da Paz, Ronaldo Martins Alves, no entanto, ainda que as novas pistas sejam concluídas elas não serão suficientes para os mais de 400 mil ciclistas da região. "Se não fosse a dedicação e pressão que fazemos nos órgãos públicos, não teríamos grande parte da pouca infraestrutura que temos hoje", reclama. l

Problema agravado pela imprudência ao volante

Presidente da Associação de Ciclistas do DF, Eraldo Leonardo da Costa confirma o perigo de se pedalar em Brasília. "Não há ciclovias. No Lago Sul, por exemplo, a ciclofaixa faz parte do acostamento. Está errado". Apesar da falta de infraestrutura, contudo, Costa diz que muitos acidentes também são causados pela imprudência dos motoristas. "Há muita falta de respeito", lamenta.

"Não há um só culpado pelos acidentes. Ambas as partes, ciclistas e motoristas, têm como obrigação seguir as regras e manter a paz no trânsito", completa Ronaldo Martins Alves, da Rodas da Paz.

Irresponsabilidade motivada pela falta de infraestrutura: um ciclista pedala em sentido contrário ao tráfego na UnB (esq.), e outro desafia os automóveis no Eixão Sul
marcos brandão/destak

marcos brandão/destak

(da redação)

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Marcio Bittencourt - 10/06/2010 20:05
Concordo que na foto do Eixão o motivo seja a falta de infraestrutura. Já na foto da L3 (UnB) é questão de bom senso. Muitos ciclistas tem a falsa impressão de que pedalar no sentido contrário dos carros é mais seguro por estar vendo quem vem no sentido oposto. Esse procedimento atrapalha e confunde o motorista. E se houver uma colisão o impacto será muito maior devido à soma da velocidade dos dois veiúculos. E adivinha quem vai levar a pior?
Pedalo nessa via vários dias durante a semana e posso afirmar que o trânsito lá é bem movimentado mas nada comparado a L2 e L4. Na L3 não ha ciclofaixas nem ciclovias mas a pista da direita é larga o suficiente para o motorista manter uma distância segura para o ciclista. O que falta? Conscientização e esclarecimento aos ciclistas para que respeitem o CTB, os pedestres e os motoristas, para que nós ciclistas também sejamos respeitados.


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