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Rio

Vila Olímpica tinha 11 operários em trabalho análogo à escravidão

16 de Agosto de 2015

Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e procuradores do Ministério Público do Trabalho resgataram 11 operários das obras do projeto Ilha Pura, como foi batizada a futura Vila Olímpica, na Barra, que trabalhavam em condições análogas a de escravos.

Os operários foram contratados pela Brasil Global, que presta serviço para o consórcio da obra, formado pela Odebrecht e Carvalho Hosken. Todos vieram, segundo o "Estadão", de Estados como Maranhão, Paraíba, Bahia e Espírito Santo, com a promessa de ter alojamento, refeições e reembolso da passagem, mas foram achados em uma casa e duas quitinetes da favela Beira Rio, "sem estrutura ou condições mínimas de higiene", de acordo com a nota do MTE.

A empresa pagou R$ 70 mil de férias, 13º e FGTS, após rescindir os contratos, e terá ainda que cobrir custos de retorno dos 11 operários a seus Estados de origem.

O MP do Trabalho pretende entrar com ações para indenizar os trabalhadores por danos coletivos e individuais, que a Brasil Global teria se recusado a pagar.

A assessoria do Ilha Pura afirmou que o consórcio tem "procedimentos rigorosos" nas relações trabalhistas, que apura as denúncias e que está à disposição para colaborar com as autoridades.

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