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Rio

Escolas sofrem com falta de agentes de apoio a deficientes

11 de Setembro de 2016

"Nossos futuros medalhistas paralímpicos são hoje alunos sem inclusão escolar". É com esse mote que a campanha Escola Inclusiva, criada por mães e pais de estudantes com alguma deficiência, tenta denunciar, com o auxílio do Meu Rio, a falta de AAEE (Agentes de Apoio à Educação Especial) nas escolas municipais.

Ao todo, 13 mil alunos necessitam de acompanhamento físico e pedagógico extra para se manterem em sala de aula. Eles contam com 116 agentes concursados com qualificação para o trabalho.

A Secretaria Municipal de Educação alega que a rede municipal tem mais de 2,5 mil profissionais atuando diretamente com educação especial, de professores a estagiários e voluntários. Os ativistas, no entanto, ressaltam que os profissionais especializados são fundamentais para a tarefa.

"A política educacional é voltada para a inclusão hoje. Mas, para isso acontecer, tem que ter mediador. O estagiário só fica quatro horas, tem contratos temporários e não ajuda em locomoção, higiene. Os agentes têm treinamento completo", alega Laura Molinari, coordenadora de mobilização e ativismo da campanha, ao Destak.

No orçamento do município, era previsto contratar mil agentes. Só 150 foram convocados no ano passado, a partir de um concurso em 2014. Outros 60 conseguiram ser nomeados em 2016, após intervenção do Ministério Público.

"As crianças precisam de agentes para se manterem na sala de aula. E a professora precisa de alguém que ajude a incluir pedagogicamente essas crianças e elaborar planos pedagógicos com as escolas, para que elas tenham aproveitamento mesmo, e não fiquem só de enfeite", reclama Laura.

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