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Trump reconhece Jerusalém como a capital israelense

06 de Dezembro de 2017

O presidente americano, Donald Trump, reconheceu ontem a cidade histórica de Jerusalém como a capital de Israel, em um gesto que, segundo críticas de aliados e rivais, levará mais instabilidade para o processo de paz com a Palestina.

Em um anúncio oficial, Trump afirmou que está apenas "reconhecendo a realidade", e que Israel, como país soberano, "tem o direito de escolher onde será sua capital". Com a decisão, Trump cumpre uma promessa de campanha de levar a embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém, e isola ainda mais os EUA. Nenhum país tem embaixada na cidade histórica.

O anúncio foi alvo de críticas em todo o mundo. A Liga Árabe marcou para sábado (9) uma reunião de emergência sobre o tema. A Rússia e a China afirmaram que o reconhecimento levará mais instabilidade para o Oriente Médio. Já o Irã alertou que não aceitará violações de locais sagrados do islamismo. No Líbano, grupos fizeram protestos.

Até Turquia e Arábia Saudita, principais aliados dos EUA na região, criticaram a decisão.

A ONU indicou que o status de Jerusalém deve ser acertado em negociações de Palestina e Israel.

Em seu discurso, Trump afirmou que os EUA continuam comprometidos com o processo de paz, e que locais sagrados do islamismo devem ser respeitados. No entanto, a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) afirmou que o anúncio histórico "destrói" a solução de dois Estados.

A comemoração coube apenas para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que afirmou que, a partir de agora, toda negociação de paz com a Palestina deve ter como base o reconhecimento de Jerusalém como capital do estado israelense.

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