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Tiroteio mata um em plebiscito

16 de Julho de 2017

Uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas, ontem, quando a oposição venezuelana celebrou seu plebiscito simbólico contra a convocação da Assembleia Constituite pelo presidente Nicolás Maduro. O caso ocorreu em Caracas, onde homens armados em motos atiraram contra os opositores que participavam da votação.

A coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática) responsabilizou "grupos paramilitares" pelo ataque. Segundo eles, os grupos seriam ligados ao presidente Maduro.

Pesquisas privadas apontam que a Constituinte é rejeitada por sete em cada 10 venezuelanos.

O poder eleitoral, no entanto, pediu à liderança opositora que evite criar "falsas expectativas" com a consulta popular. Em entrevista coletiva, a presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Tibisay Lucena, alertou que iniciativa não tem poder jurídico.

A MUD afirma que o plebliscito será o marco zero de uma escalada em seus protestos contra Maduro a fim de bloquear a Constituinte, cujas eleições estão marcadas para o próximo dia 30.

Paralelamente à consulta popular realizada ontem, o CNE organizou uma simulação do processo para escolher os 545 constituintes, do qual a oposição se negou a participar, por considerá-lo "uma fraude" do presidente socialista para instaurar "uma ditadura".

A oposição afirma que a convocação da Assembleia Constituinte é ilegal e inconstitucional. A procudora-geral Luisa Ortega, crítica do governo de Maduro, entrou com um processo contra a Constituinte, mas é agora alvo de investigação e possível destituição do cargo. No sábado (15), Ortega disse que aceitaria passar por um detector de mentiras durante o processo, mas se negou se o teste for promovido pelo TSJ (Tribunal Supremo de Justiça). Para ela, o órgão é ilegítimo.

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