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Dois morrem durante protesto na Venezuela

20 de Abril de 2017

Dois estudantes morreram, ontem, no que a oposição venezuelana chamou de "a mãe de todas as marchas" contra o governo de Nicolás Maduro. Tropas de choque utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão em Caracas.

As vítimas foram uma jovem de 23 anos e um adolescente de 17 anos. Os dois foram baleados pelas forças de segurança. Com essas mortes, sobe para sete o número de mortos em três semanas de protestos na Venezuela.

Saindo de 20 pontos de concentração diferentes, os manifestantes tentaram, novamente, chegar ao centro de Caracas, onde se concentra o poder público, mas foram impedidos pelas autoridades.

A oposição responsabiliza Maduro pela crise econômica que levou à escassez de alimentos e de remédios, além do aumento da violência. Líderes opositores pedem novas eleições, e as disputas se acirraram depois que o Supremo Tribunal de Justiça assumiu, em março, as funções do Parlamento, julgando-o em desacato. Sob pressão internacional, a decisão judicial foi desfeita.

Desde então, a oposição tem realizado uma série de protestos. Em resposta, Nicolás Maduro colocou as Forças Armadas, milícia formada por civis armados, para patrulhar as ruas.

Segundo o presidente, as autoridades foram convocadas para "derrotar o golpe de Estado", pelo qual responsabiliza "a direita apátrida venezuelana" e os EUA.

Mais cedo, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, divulgou um comunicado no qual pedia que os organismos de segurança do Estado garantissem "o exercício do direito de manifestação pacífica". Ela já havia determinado que a polêmica decisão do TSJ sobre o Parlamento era um "ruptura da ordem constitucional".

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