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Figura

'Quando eu tinha 14 anos, ia à igreja só para poder cantar'

13 de Novembro de 2017

Revelação da música pop nacional, a carioca Iza, 26, já tocou ao lado de CeeLo Green no Rock in Rio, gravou clipe com Marcelo Falcão, e vem usando sua voz e visibilidade para falar sobre o empoderamento das mulheres negras

Isabela Lima pode remeter a um nome comum, mas representa a mais nova aposta da música pop nacional. Com o nome artístico de IZA, a carioca de 26 anos foi descoberta pela sua atual gravadora por meio de covers que divulgava em seu canal no YouTube. Assim como artistas como Karol Conka, a cantora usa talento e visibilidade para abordar temas como o empoderamento feminino e negro. Ela até já gravou parceria com Marcelo Falcão e, no Rock in Rio, cantou com CeeLo Green.

Como você descobriu que tinha talento para cantar?

Desde os 14 anos eu já cantava. Ia para a igreja só para poder cantar. Mas aí fiquei adulta, entrei na faculdade e só gravava covers de músicas de que eu gostava, e soltava na internet. Com isso, a Warner me achou e resolveu apostar em mim.

O que você fazia antes de apostar na carreira musical?

Eu me formei em publicidade e propaganda, e trabalhei em uma empresa que mexia com marketing e edição de vídeos, até ser descoberta pela minha gravadora.

No começo do ano você lançou seu primeiro clipe, do single "Te Pegar". O que está preparando para soltar ainda esse ano?

Estou finalizando o meu primeiro CD, que deve ser lançado até o fim desse ano. Teremos várias participações especiais e (após "Pesadão", gravado em parceria com Marcelo Falcão) queremos lançar mais um clipe de uma faixa que estará no disco.

Existe algum artista com quem você tem muita vontade de trabalhar?

Gosto de artistas que pregam o empoderamento, seja da mulher ou da comunidade LGBT, por exemplo. Por isso, tenho o sonho de gravar com a Karol Conka e o Liniker. São dois artistas que admiro e nos quais me inspiro.

Sua música é direcionada para o pop. Como você aprendeu a gostar desse estilo?

Sempre gostei de pop e acho que esse estilo tem se fortalecido muito no Brasil, nos últimos anos. Peguei o que já gostava e direcionei a minha carreira. Como os meus covers eram de divas do pop, foi relativamente fácil para mim. Tenho Rihanna e Beyoncé como minhas grandes inspirações, mas gosto demais de Adele, Sam Smith e da Amy Winehouse.

Tem algum sonho que realizou por causa da música?

Já consegui alguns, mas o maior deles é que sempre me vi fazendo show no Rock in Rio, e nesse ano o sonho se realizou. Cantei no festival no dia 23/9, com CeeLo Green.

Você usa sua visibilidade para levantar alguma bandeira contra o preconceito?

Sim. Quando eu era mais nova, não tinha nenhuma referência de jovem negra para me espelhar. Tenho uma preocupação grande de levantar essa bandeira, e tento expressar isso nas minhas letras, nos vídeos, no figurino.

'Quando eu tinha 14 anos, ia à igreja só para poder cantar'
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