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Diversão & Arte

Uma voz LGBT no cenário do funk

18 de Junho de 2017

Assim como Linn da Quebrada, Lia Clark está conquistando seu lugar na cena do funk, um gênero tido como machista e pouco inclusivo. As duas se apresentaram recentemente na primeira edição do Festival Milkshake, em São Paulo.

"Nós precisamos estar em todas as áreas deste mundo até sermos respeitados. Funkeiras feministas, como MC Carol, e funkeiros do meio LGBT precisam mostrar que o funk é um gênero para todos", diz Lia Clark ao Destak.

Ela tem 25 anos e começou a se montar em 2014. A carreira musical veio quase como uma brincadeira. "Meus amigos são meus maiores fãs. Minha família não curte muito, mas respeita", fala, sobre sua trajetória no gênero.

Apesar de ser mais conhecida no segmento LGBT, músicas de Lia como "Chifrudo", com participação da Mulher Pepita, muito tocada no Carnaval de 2017, vêm conquistando um público diversificado, o que amplia seu espaço de representatividade até para pessoas que normalmente não ouviriam uma drag queen.

"Muita gente que eu não pensava atingir está escutando minha música", conta ela. "Geralmente, me mandam mensagens super positivas", completa.

Recentemente, Lia lançou um remix da música "Tome CUrtindo", em parceria com Pabllo Vittar. A canção faz parte do EP "Clark Boom", que saiu em 2016.

"Cada música tem seu processo. É um trabalho muito divertido e que usa bastante o lado criativo da mente", diz Lia, sobre o método de produção de suas canções. Atualmente, ela prepara o videoclipe de "Boquetáxi", que deve ser lançado em breve.

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