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Diversão & Arte

O retorno de um clássico dos anos 1990

18 de Junho de 2017

"It's All Happening Again" (em tradução livre, tudo está acontecendo novamente) é uma das frases icônicas que marcaram "Twin Peaks", produção que estreou em 1990. Da volta de séries clássicas (como "Arquivo X" e "Prison Break") que acontece atualmente na TV, a do seriado cult, que tem a terceira e nova fase exibida pela Netflix, parece ser a que tem mais propósito.

Criada pelo diretor David Lynch ("Cidade dos Sonhos") e por Mark Frost, "Twin Peaks" tinha uma narrativa completamente diferente de tudo que estava na televisão. O foco consistia em descobrir quem matou Laura Palmer, arrastando o mistério por mais de uma temporada e acrescentando elementos surreais para a trama.

Na segunda temporada, Lynch, pressionado pela ABC, acabou se perdendo um pouco e a qualidade caiu, mas mesmo assim o final deixou um gancho para, 25 anos depois, abrir a história de novo, com retorno à cidade do título.

No final da segunda fase, a personagem de Laura Palmer fala para o protagonista Dale Cooper (interpretado por Kyle Maclachlan): "Nos vemos novamente em 25 anos". Por causa dessa frase, parece que a volta da série era eminente e que, mesmo que os episódios exibidos do revival até agora tenham apresentado mais dúvidas que respostas, fica a sensação de que Lynch sabe o que faz.

O mais interessante é perceber como os elementos que a fizeram um clássico ainda estão presentes. Em 1990, a mistura de tons sobrenaturais e surrealistas - junto com gêneros que iam da comédia ao drama, chegando próximo até ao melodrama -, que fizeram da produção uma obra-prima, ainda continuam lá.

Não importa quantas séries "Twin Peaks" tenha influenciado ("Breaking Bad", "The Killing", "Mr. Robot" ou até "True Detective"), sua trama ainda é original e difícil de imaginar sendo executada por qualquer pessoa que não seja David Lynch. Ele continua usando elementos da natureza, como a paisagem fria da cidade que leva o nome da obra; e a trilha sonora de Angelo Badalamenti para criar uma história que prende o espectador.

Por enquanto, não existe nada e que indique resolução de mistérios para as perguntas deixadas no final da segunda temporada. Não há nem sequer indicação de que Lynch, que dirige todos os 18 episódios da nova temporada, pretende resolvê-los. O que se vê é uma junção de personagens novos com as figuras já familiares.

O grande destaque nesta volta, além da bizarrice mais fora do comum do que nunca, é a atuação de Maclachlan como o agente Cooper, que passa anos no lugar que eles se referem como "Black Lodge" e volta para a Terra depois de 20 anos. O ator interpreta também as cópias de Cooper, e todas muito bem.

A abertura da série, que era uma perfeita introdução para todo o universo da trama, foi substituída por uma versão mais atualizada. A foto de Laura Palmer aparece no começo, o que quer dizer que ela ainda mantém papel fundamental na história.

A dica para quem vai começar a acompanhar o revival agora é ver a prequel "Os Últimos Dias de Laura Palmer" e/ou prestar atenção nos detalhes do final da segunda fase, por que "seu chiclete favorito vai voltar com estilo", como é dito na obra.

O retorno de um clássico dos anos 1990
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