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Diversão & Arte

'Crashing' é somente um pouco mais do mesmo

16 de Fevereiro de 2017

Um dos maiores trunfos de audiência e criatividade na TV é a comédia. Séries como "Veep" conquistam o público com humor ácido e irônico. Nesse mundo, é inevitável que "Crashing" vá ficar para trás. O seriado, que estreia na madrugada de segunda, na HBO, tem personagens esquecíveis, abusa dos estereótipos típicos de comediantes fracassados e acaba não agradando.

Tudo começa quando Pete (Peter Holmes), que não tem sucesso como comediante, volta para casa e encontra sua mulher Jess (Lauren Lapkus) com outro homem, um professor de arte meio hippie (outro estereótipo mal explorado).

Sofrendo e se sentindo como se fosse o homem mais injustiçado do mundo, ele a deixa e passa o primeiro episódio inteiro vagando pela cidade de Nova York. Até apresenta um show de humor sobre seu casamento fracassado.

Essa é, de longe, a sequência mais problemática do primeiro episódio, digna de vergonha alheia. Todo o conceito da trama já foi explorado milhares de vezes em diversas obras, e "Crashing" não apresenta novo viés, ou sequer personagens interessantes.

O protagonista é uma figura que não causa empatia nem sequer arranca umas risadas. Todos esses elementos combinados dão a sensação de que o episódio de meia hora é muito mais longo.

Com a evolução dos seriados de televisão, produções que abordam a vida de comediantes de stand up foram ganhando destaque. Nos anos 1990, a NBC deu a vida a "Seinfeld", uma das pioneiras do estilo. Hoje temos, por exemplo, "Louie", do canal FX.

Ambas apresentam uma fórmula única que funciona com a proposta da série, o que não é o caso de "Crashing", uma falha na tentativa de alcançar o alto padrão de comédias.

Madrugada de segunda, 0h30

'Crashing' é somente um pouco mais do mesmo
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