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Diversão & Arte

Beleza do cotidiano move 'Paterson', de Jim Jarmusch

20 de Abril de 2017

Seja em "Star Wars: O Despertar da Força", como Kylo Ren, ou no papel de Adam na série "Girls", Adam Driver, 33, sabe o que está fazendo. Um dos melhores atores que andam por Hollywood, e também um dos mais subestimados, ele prova seu potencial no belo filme "Paterson", que entra em cartaz hoje nos cinemas do país, e tem o americano como um cobrador de ônibus em rotina simples.

Enquanto na franquia de ficção- científica ele interpreta um sujeito sombrio, e na série ele personifica um cara tido como "esquisito", em "Paterson" Driver tem chance de explorar um personagem bem mais natural e comum.

Quem dirige é o premiado cineasta Jim Jarmusch ("Daunbailó", "Estranhos no Paraíso", "Amantes Eternos"). A história começa com o casal Paterson (Driver) e Laura (Golshifteh Farahani) na cama, em uma segunda-feira. Fica claro que, a partir dali, vamos acompanhar os protagonistas por curto período de suas vidas e o que os aflige.

A rotina que os dois levam é completamente ordinária, com foco nele. Paterson acorda, toma banho, degusta o café da manhã e sai para trabalhar. Vê rostos comuns todos os dias. Volta para casa e escreve poesias. À noite, eventualmente acaba em um bar. Sem reviravoltas ou drama.

A direção competente de Jarmusch consegue prender a atenção do espectador pelos mínimos detalhes, como o amor do casal, que vem de uma relação mútua de admiração; por conversas que Paterson escuta enquanto trabalha; ou até com rostos comuns da trama.

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