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Brasília

'Falta incentivo', diz programadora

15 de Dezembro de 2016

A jovem Ludmila Cruz, estudante de Engenharia de Software, na Universidade de Brasília (UnB), prepara-se para a competição Hackathon. Ela é a única menina brasiliense disputando no evento, realizado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) que reúne equipes de programadores para desenvolver projetos de utilidade pública.

"Falta incentivo. As meninas não conhecem e por isso não se interessam", conta. Ludmila participou do projeto "Meninas e mulheres fazendo exatas", em Barreiras, no Estado da Bahia, onde nasceu. Para ela, o programa foi crucial em sua escolha acadêmica. "No ensino médio especializado em tecnologia, a maior parte da turma era de mulheres, mas nem todo mundo teve o incentivo que tive de continuar.", conta.

A pesquisadora em tecnologia da UnB, Cláudia Melo, investe no estímulo por meio da ong Mulheres na Tecnologia, que tem parceira com escolas e universidades. "O incentivo para uma criança de 5 anos é diferente de para profissional. Nós buscamos o incentivo especializado em cada uma das etapas da vida", conta.

Para a pesquisadora, apesar do mundo todo estar mais conectado, o cenário no mercado de trabalho ainda precisa melhorar. "As mulheres são mais da metade da população mundial, mais de 50% da população com nível superior e mesmo assim recebem um salário 30% menor que os homens. O salário é menor, mesmo quando o cargo é de liderança".

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