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Por holofotes, deputado preso já gastou R$ 56 mil

13 de Novembro de 2017

Único deputado federal a exercer o mandato enquanto cumpre pena no regime semi-aberto na penitenciária da Papuda, em Brasília, o deputado federal Celso Jacob (PMDB-RJ) gasta a verba que tem na Câmara com autopromoção. Como não pode ficar à noite em plenário, horário em que as sessões são transmitidas pela TV Câmara, Jacob usa a estrutura para pagar entrevistas, e assim se manter perto do seu eleitorado. Todas as noites, o deputado precisa dormir na prisão.

Mesmo preso, ele não teve a verba de gabinete afetada. Em nota, a assessoria do deputado afirma que a "sua rotina de atividade parlamentar não foi prejudicada", apesar da condenação.

Desde agosto, o peemedebista gastou mais de R$ 56 mil com entrevistas e redes sociais. Uma média de R$ 20 mil ao mês. Os investimentos de Jacob são basicamente em rádios na cidade de Três Rios, onde foi prefeito. Foi por essa gestão que ele foi condenado por falsificação de documento público e dispensa de licitação pelo Supremo Tribunal Federal.

No final de junho, o juiz Valter André Bueno Araújo, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, permitiu que Jacob deixasse o presídio durante o dia para trabalhar na Câmara. De julho para agosto, o parlamentar gastou R$ 18 mil a mais com divulgação de atividade do que o registrado no mês de junho e julho. Só em agosto foram R$ 20.237.

Uma das notas, de setembro (R$ 2.437), justifica uma entrevista do deputado sobre as ações do ex-procurador da República Rodrigo Janot, que no dia 14 de setembro apresentou a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. A denúncia foi arquivada na Câmara, inclusive com o voto favorável de Celso Jacob, que votou a favor de Temer e deixou o plenário da Câmara para dormir na prisão.

Pelo site da Câmara, Celso Jacob também mantém ativo o passaporte diplomático. A assessoria, contudo, afirma que o documento já foi entregue à Justiça.

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