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Partidos aliados pressionam por pastas tucanas

16 de Julho de 2017

Às vésperas do início do recesso parlamentar (que começa oficialmente amanhã), a votação do parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ainda repercute entre os líderes de partidos da base aliada. Integrantes das legendas que compõem o chamado "centrão" reivindicam maior participação no primeiro escalão do governo, e miram os ministérios comandandos pelo PSDB.

Os tucanos detêm atualmente quatro pastas: Cidades (Bruno Araújo), Relações Exteriores (Aloysio Nunes), Direitos Humanos (Luislinda Valois) e Secretaria de Governo (Antônio Imbassahy). Além disso, os ministérios da Cultura e da Transparência estão sob comando de ministros interinos, e devem entrar na cota de negociação do Planalto para barrar o avanço da denúncia em plenário. A sessão de votação foi marcada para o dia 2 de agosto.

Na CCJ, dos sete deputados tucanos, cinco votaram contra o governo. Paulo Abi-Ackel (MG), próximo ao grupo político do senador Aécio Neves (PSDB-MG), assumiu a relatoria do parecer contrário à denúncia. O movimento surpreendeu até mesmo alguns colegas de bancada. A leitura do relatório em plenário deve ser feita hoje, se pelo menos 51 deputados marcarem presença na Casa.

Entre os tucanos, a avaliação é de que uma eventual redistribuição de cargos é normal. O partido não vai fechar questão para a votação em plenário, assim como fez na CCJ.

Centrão

"O que a gente espera é que o governo prestigie quem prestigia o governo", disse o líder do PSD, deputado Marcos Montes (MG), "é hora de fazer essa diferenciação", acrescentou. O partido comanda uma pasta (Gilberto Kassab, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações) e foi um dos que fecharam questão contra a denúncia. A expectativa do líder é de que 85% dos 37 deputados da bancada votem de acordo com a resolução do partido.

"Qual partido que não deseja expandir a sua militância?", questiona o líder do PRB, deputado Cleber Verde (MA). A sigla detém o comando do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, com Marcos Pereira. Dos 23 deputados da bancada, o líder calcula que 20 votarão contra a deúncia em plenário - a sigla também fechou questão.

Quarta maior bancada da Câmara, com 38 deputados, o PR espera contar com pelo menos 30 votos a favor do governo (contra a denúncia) em plenário. O partido tem um ministério (Maurício Quintella Lessa, Transportes). O líder José Rocha (BA) desconversa quando o assunto são as contrapartidas: "Estamos muito contentes com o que temos".

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