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Brasil

Diante da crise, base de Temer estremece

18 de Maio de 2017

Antes mesmo de o presidente da República, Michel Temer, anunciar que não irá renunciar ao cargo diante das denúncias, partidos da base aliada no Congresso já começavam a ensaiar o desembarque que pode desmantelar a estrutura governamental do governo Temer.

O primeiro partido a anunciar a saída foi o Podemos (antigo PTN). A legenda, que comanda a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), não informou, contudo, se deixa os cargos que ocupa no governo com a saída da base.

Do PPS veio a primeira baixa concretizada nos ministérios. O presidente da legenda, Roberto Freire, entregou sua carta de demissão tão logo Temer anunciou que permaneceria no cargo. O segundo ministro da legenda, Raul Jungmann, da Defesa, afirmou em nota que segue no cargo.

Já o PSDB reuniu seus ministros e pediu uma reunião com Temer no final da tarde. A posição do partido foi por esperar uma análise da divulgação dos áudios que envolvem o presidente. O ministro das Cidades, Bruno Araujo, havia anunciado que deixaria o cargo, após conversa com aliados, mas continuou no ministério.

Outros partidos que ocupam funções de comando em ministérios já estudam abandonar o barco. Entre eles está o PSB. O partido marcou para amanhã uma reunião da executiva em que irá definir os rumos. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, já defende publicamente que os integrantes do partido entreguem seus cargos. Ele também defendeu que o presidente da República renuncie ao mandato.

O PRB, que comanda o Ministério da Indústria, avaliou que ficará no Palácio ao menos até a divulgação completa dos áudios que envolvem o presidente. A mesma posição deve ser seguida por partidos como DEM e PP.

O estremecimento da base coloca em xeque até mesmo o andamento dos pedidos de impeachment protocolados na Câmara. Caso haja uma saída em massa, a possibilidade de Rodrigo Maia (DEM-RJ) aceitar os processos pode ganhar força. Caso contrário, a tendência é que Temer siga enfraquecido, mas se mantendo no cargo sem que haja andamento nos processos.

Votações

Ontem, a sessão do Senado teve a ordem do dia suspensa tão logo foi aberta. Na Câmara, a sessão foi mantida, mas as votações emperraram nas dificuldades de estruturação da base governista. Foi uma sessão de discussões.

Oposição e governistas divergiram durante toda a tarde sobre a continuidade ou não das votações. Ao menos 16 medidas provisórias estão com o prazo de vigência no limite para apreciação da Casa.

Entre as medidas que podem perder a validade, se não forem votadas nos próximos dias, estão a que instituiu um novo Refis, para renegociar dívidas de empresas com a Receita Federal, a que alterou a legislação fundiária e a que permitiu ao comércio diferenciar preços entre compras em dinheiro ou com cartão.

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